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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Poema "OU ISTO OU AQUILO" de CECÍLIA MEIRELES

OU ISTO OU AQUILO

é um poema de Cecília Meireles que, com exemplos do quotidiano, mostra que sempre temos que fazer escolhas na vida. Se fazemos algo, não podemos, ao mesmo tempo, fazer outra coisa. Este poema mostra-nos que as coisas parecem incompletas na vida. É muito interessante para ser lido e refletido, por nos mostrar uma lição sobre a vida de modo leve e com exemplos simples do dia a dia. Adequado às crianças pequenas.


Cecília Meireles (1901-1964, Brasil)


Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e não guardo o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

sábado, 30 de maio de 2020

ALGUMAS PROPOSIÇÕES COM CRIANÇAS


Algumas Proposições com Crianças*

A criança está completamente imersa na infância
a criança não sabe que há-de fazer da infância
a criança coincide com a infância
a criança deixa-se invadir pela infância como pelo sono
deixa cair a cabeça e voga na infância
a criança mergulha na infância como no mar
a criança é o elemento da criança como a água
é o elemento próprio do peixe
a criança não sabe que pertence à terra
a sabedoria da criança é não saber que morre
a criança morre na adolescência
Se foste criança diz-me a cor do teu país
Eu te digo que o meu era da cor do bibe
e tinha o tamanho de um pau de giz
Naquele tempo tudo acontecia pela primeira vez
Ainda hoje trago os cheiros no nariz
Senhor que a minha vida seja permitir a infância
embora eu nunca mais saiba como ela se diz

*Título de um poema de Ruy Belo, in ‘Homem de Palavra[s]’




Quando olhamos uma criança, para a vermos de modo completo e holístico, temos de ser capazes de descobrir o outro lado do espelho onde mora a sua infância; recordar a nossa própria infância que se perdeu no horizonte dos deveres de adulto.

A infância vem de longe, é um país em construção onde o para sempre ganha contornos definitivamente provisórios. É o caos da abertura ao novo, à surpresa, à aventura. É a frontalidade de combater o tédio, a coragem de ter febre de viver, ainda que as feridas nos joelhos façam chorar lágrimas verdadeiras. É brincar, brincar, brincar. O acto de brincar como verdade ancestral chega do primeiro século da nossa história e é repetido em cada primeiro dia de um bebé recém-nascido.

A infância está na origem do processo de fazer acontecer a heterogeneidade, a multiplicidade, a complexidade, a mobilidade, a criação lúdica: tantos caminhos em redor e sobre o mundo, em completa liberdade, porque o brincar não tem metodologias.

As palavras são o nosso melhor instrumento para explicar tudo: ideias, actos, sonhos, receios, causas e consequências; servem para descodificar a vida e a morte das pessoas. Contudo, na criança o discurso linguístico é quase insuficiente, apresentando-se através de um vocabulário e de uma construção frásica ainda simples. Assim, ela utiliza outras construções criativas para se definir como pessoa. O tempo da infância corresponde, de certo modo, ao período iniciático a partir do qual a criança toma consciência de si enquanto ser humano. A infância como cultura fundamental do ser, do estar e do saber fazer é livre, criativa, expansiva, e eminentemente espiritual. É um voo avassalador sobre as nossas cabeças velhas.

A abertura das creches e dos jardins-de-infância neste tempo pandémico assombrado pela Covid-19 colocou as crianças no centro de uma situação de cariz existencial, com consequências devastadoras no futuro dos humanos, a começar nesta geração que agora acolhemos nas instituições educativas. É um processo instituído pelo Governo que vai originar mais prolemas do que aqueles que resolve.

Ao brincar, a criança transforma e transforma-se. Os gestos lúdicos do pequeno ser, numa profunda proximidade relacional com os seus pares, são a verdadeira autenticidade do conteúdo do intensamente humano que carregamos dentro de nós. A creche e o jardim-de-infância adulterados com regras de distanciamento entre as crianças, isolamento de grupos, ausência de materiais pedagógicos, inexistência de partilhas e desinfecções sobre desinfecções são ambientes destruidores dos afectos, da liberdade e do respeito pelo outro. Nestas circunstâncias paradoxais, o outro é exactamente isso na percepção da criança:

- Aquele ser distante já não é meu amigo e não brinca comigo. Estou sozinha.


Foto do jornalista da BFM Lionel Top


As creches e os jardins-de-infância vão abrir e acolher as crianças.
As crianças vão ficar ali, estranhas umas às outras.
A tristeza é uma doença.
É só isto que eu tenho para dizer.

Adília César

As partes do corpo humano para crianças - Vídeo educativo para crianças -

segunda-feira, 4 de maio de 2020

POEMA - Com 3 letrinhas apenas

MÃE

Com três letrinhas apenas
se escreve a palavra Mãe
é das palavras pequenas
a maior que o mundo tem!



POEMA - MÃE de Matilde Rosa Araújo


O SENHOR CAVALO-MARINHO de ERIC CARLE

A história O SENHOR CAVALO-MARINHO de Eric Carle enriquece as vivências da criança no que diz respeito à preservação da espécie.

Existe uma colónia na Ria Formosa, no Algarve, na qual a comunidade científica tem tentado intervir, no sentido de a preservar e impedir a sua extinção.



Como o livro está esgotado, deixo aqui o link com o slideshare da história, da autoria de Ana Luísa Ribeiro:


Vamos ajudar nesta causa?

Saudação ao Sol - Simone Saavedra



A sugestão para este dia compreende uma sequência de exercícios físicos que implicam a coordenação de movimentos com a respiração. Deste modo, deves organizar um espaço livre de obstáculos e preparar-te, juntamente com os teus familiares, para repetir a sequência dos exercícios durante o período de tempo que for confortável para ti.

Instruções para cada exercício/postura:

1 – Fica de pé com os pés juntos e o peso equilibrado pelo corpo (sem tombar para um lado ou para o outro), com as mãos juntas e perto do peito;
2 – Inspira e levanta os braços;
3 – Ao expirar, lança os braços para a frente e vai baixando até ao chão;
4 – Ao inspirar, estica a tua perna direita para trás o máximo possível e olhe para frente;
5 – Ao inspirar, estica para trás a sua perna esquerda e deixa o corpo numa posição reta;
6 – Lentamente baixa um pouco o corpo, como se fosse tocar o chão, mantendo-o sobre as palmas da mão;
7 – Desliza para a frente e levanta o peito enquanto olhas para cima. As palmas das mãos continuam no chão e os cotovelos levemente dobrados;
8 – Levanta o quadril enquanto as palmas das mãos continuam no chão. Deves ficar na posição de um “V” invertido;
9 – Ao inspirar, olha para a frente e leva o joelho direito para frente, enquanto a perna esquerda fica esticada para trás;
10 – Ao expirar, traz o joelho esquerdo para frente do corpo;
11 – Inspira e levanta os braços.
Agora repete a sequência. A repetição dos exercícios vai ajudar-te a memorizar a sua sequência. 

Além da imagem ilustrativa das várias posições que deves fazer podes, também, seguir o vídeo.





Após a atividade de Saudação ao Sol a criança poderá desenhar o que sentiu. Sugere-se o lápis de cor ou de cera por terem um traço mais suave e consonante com a experiência de promoção do equilíbrio emocional.

terça-feira, 14 de abril de 2020

A LAGARTINHA MUITO COMILONA - EM PORTUGUÊS

Uma história de Eric Carle, muito divertida e didática, implica os algarismos, as quantidades, os tamanhos, o ciclo da borboleta e também as diferenças entre alimentação saudável e desadequada.

Além do vídeo, partilho o slideshare da história e um conjunto de atividades e respetivos materiais para explorar todos os conteúdos.




Vídeo com a narração da história:

segunda-feira, 23 de março de 2020

Somewhere over the rainbow (instrumental)

Poema "P'ra Lá do Arco-Íris"


“Over The Rainbow” (“P’ra Lá do Arco-Íris”)




Deixo-vos um presente: "Over The Rainbow" ("P'ra Lá do Arco-Íris"), uma bonita canção originalmente composta por Harold Arlen (1905-1986), com letra de E. Y. Harbung, para o filme "O Feiticeiro de Oz. Desconheço os autores deste instrumental.  

A versão portuguesa da letra é de Alexandre Delgado:

Quando tu vês tudo tão confuso,
quando cai a chuva sem parar,
o céu mostra por onde hás-de ir.

Quando as nuvens se tornam negras,
lá em cima tu hás-de encontrar
um caminho a colorir.
Todo o céu, até ao Sol,
por onde podemos ir.

P’ra lá do arco-íris há-de haver,
um lugar de que ouvi falar ao adormecer.
P’ra lá do arco-íris eu sei bem,
que os meus sonhos serão verdade e os teus também.

Um dia vou pedir a uma estrela que me leve para longe.
Um sítio sem tristezas, bem p’ra lá daquelas nuvens,
onde o Sol se esconde.

P’ra lá do arco-íris, para além,
onde os pássaros voam, quero voar também.
Se os passarinhos voam para lá do arco-íris, eu também!

*

Música instrumental para acompanhar a leitura do poema:
https://www.youtube.com/watch?v=ASskDwAp5GU&fbclid=IwAR35cx3SKRVzQeZf_xtojkSre9K5CEbOmvF-g4QQosSOCqwnzgqlM5cF_Ak

*

A minha leitura do poema em vídeo:
https://www.facebook.com/adiliacesar.versospequeninos/videos/681265279288804/

Jogo do Coronavírus - Lavar bem as mãos

Aprender brincando: como lavar bem as mãozinhas?




Assim:
https://www.criandocomapego.com/jogo-do-coronavirus-lavar-bem-as-maos/

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A de Artes: 3D Art - Arcimboldo - AUTONO

A de Artes - Arcimboldo e o Outono

A pintura "Outono" de Arcimboldo é potencialmente pedagógica para as crianças pequenas, ramificando-se em vários temas: a arte da Pintura, o Outono, a Alimentação, etc. faz parte de uma série intitulada "As Quatro Estações", onde usou, pela primeira vez, imagens da natureza, tais como frutas, verduras e flores, para compor fisionomias humanas. 


Outono - Giuseppe Arcimboldo

Arcimboldo foi um pintor italiano, conotado com o Maneirismo e o Surrealismo. As suas obras causam alguma estranheza, mas as crianças pequenas aceitam o simbolismo das imagens e sentem-se, elas próprias, estimuladas na sua imaginação. 



Autorretrato de Giuseppe Arcimboldo (1526 - 1593)


O vídeo 3D seguinte ajuda os mais novos a entender a ideia de Arcimboldo, na passagem das 2 para as 3 dimensões.




A obra de Arcimboldo resiste ao tempo e provoca outras obras artísticas. Veja-se, por exemplo, uma recriação do fotógrafo Klaus Henriquee Gerdes. Enquanto as obras pintadas de Arcimboldo criavam uma fantasia, a fotografia de Gerdes cria uma imagem da realidade, trazendo a fantasia de volta à vida. Ele explica: “Uma pêra, uma maçã e uma baga juntam-se em sinergia, criando um retrato na minha mente. Magritte disse a famosa frase 'Ceci n'est pas une pipe', da mesma forma que eu poderia dizer 'Isso não é um rosto', mas os nossos poderes de abstração, um poder que é exclusivamente humano, permitem-nos ver esse rosto. ”




Para saber mais sobre Klaus Henrique Gerdes e as suas recriações fotográficas dos quadros de Arcimboldo:


sábado, 5 de outubro de 2019

Cavalo Marinho



Voz de Rosa Emilia Dias Composição : Nando Carneiro; Cacaso Sincronização áudio/vídeo: Flávio Alves Letra: Galopa Cavalo marinho Me ensina o caminho Que devo tomar Solta as crinas no vento Galopa no vento Cavalo do mar Galopa Cavalo marinho Me ensina o caminho Que devo tomar Solta as crinas no vento Galopa no vento Cavalo do mar Galopa Cavalo marinho Me ensina o caminho Que devo tomar Solta as crinas no vento Galopa no vento Cavalo do mar Galopa Cavalo marinho Me ensina o caminho Que devo tomar Solta as crinas no vento Galopa no vento Cavalo do mar

Olivia Byington - Cavalo Marinho



Galopa
Cavalo marinho
Me ensina o caminho
Que devo tomar
Solta as crinas no vento
Galopa no vento
Cavalo do mar
Galopa
Cavalo marinho
Me ensina o caminho
Que devo tomar
Solta as crinas no vento
Galopa no vento
Cavalo do mar
Galopa
Cavalo marinho
Me ensina o caminho
Que devo tomar
Solta as crinas no vento
Galopa no vento
Cavalo do mar
Galopa
Cavalo marinho
Me ensina o caminho
Que devo tomar
Solta as crinas no vento
Galopa no vento
Cavalo do mar
Composição de Cacaso/Nando Carneiro

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Cavalo Marinho - OFICIAL - Legendado

Comemorar o Dia do Animal | 4 de Outubro 

A canção CAVALO MARINHO vai ajudar-nos a conhecer melhor este maravilhoso peixinho que está em perigo na nossa Ria Formosa, no Algarve.

VAMOS SALVAR OS CAVALOS MARINHOS será a nossa causa social e ecologógica ao longo do presente ano letivo.

Toda a ajuda é preciosa!

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

"Queres brincar comigo?" | Livros | Zig Zag

Para o 1º dia de jardim de infância, escolhi a história "Queres brincar comigo?" de Eric Carle. O livro é muito apelativo e tem um enigma que atravessa todas as páginas.

E tu, queres brincar comigo?


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Quente de mais para abraçar

Uma história de inverno bem quentinha: "Quente de mais para abraçar" da autoria de Steve Smallman e Gee Biscoe, da editora book.it, encanta as crianças. O protagonista é um dragão adoptado por uma família. O seu melhor amigo é o João.

E DRAGÃO rima com JOÃO pois então!


https://www.youtube.com/watch?v=cAhCejEin1U

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O Nabo gigante

Uma história sobre entreajuda: uma quinta, um velhinho, uma velhinha, muitos animais e um nabo gigante!


Filme de animação baseado numa conto tradicional russo recolhido por Alexis Tolstoi realizado por crianças do 1º ciclo no atelier de artes plásticas "Tintas e rabiscos" do 2º Jardim-escola João de Deus de Coimbra sob a orientação dos Professores Artur Costa e Ana Rita Amorim:

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Lebrinha 01