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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O Nabo gigante

Uma história sobre entreajuda: uma quinta, um velhinho, uma velhinha, muitos animais e um nabo gigante!


Filme de animação baseado numa conto tradicional russo recolhido por Alexis Tolstoi realizado por crianças do 1º ciclo no atelier de artes plásticas "Tintas e rabiscos" do 2º Jardim-escola João de Deus de Coimbra sob a orientação dos Professores Artur Costa e Ana Rita Amorim:

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Considerações sobre o Teatro para a Infância

Num espectáculo teatral, a criança é exposta a uma complexidade de estímulos visuais, sonoros, linguísticos, gestuais e plásticos, onde cada um desses estímulos possui determinado sistema de códigos que é distinto de uns para os outros, provocando um prazer essencialmente sensorial. Num bom espectáculo, é notório o forte envolvimento e a mobilização perceptiva por parte das crianças. De facto, o teatro para a infância poderá ser tudo aquilo que os adultos quiserem, mas nem sempre tem sido o que as crianças precisam ou merecem.
A Pequena Sereia - Teatro Politeama

Não existindo receitas para um bom teatro, é sempre possível reflectir sobre ideias-chave, que nos permitem instaurar algumas concepções sobre teatro dito de qualidade. A primeira tem a ver com os equívocos do teatro para a infância, que partem do princípio (errado!) de que é um teatro infantilizado: lições de moral, intenções didácticas, finais felizes, humor grosseiro, diálogos pobres, gritarias e correrias em palco, excesso de efeitos especiais, participação forçada dos espectadores. A segunda ideia-chave tem a ver com a possibilidade de conexão entre tudo o que acontece em cena e aquilo que uma criança é: fantasia, brilho, poesia, cor, simplicidade, movimento, música, silêncio, metáfora, jogo, descoberta, o sensível e a magia. Assim, os objectivos do teatro para a infância deverão ter em linha de conta os objectivos gerais para a formação integral e global das crianças, sem esquecer o desenvolvimento das capacidades criativas inerentes ao pensamento divergente, sendo que a participação real da criança num espectáculo, no sentido do imaginário, passa pela percepção intuitiva, e não forçosamente intelectual, do ritmo que o actor lhe propõe. Este ritmo, complexo, não é analisado pela criança, mas é percepcionado ao nível de todo o corpo.
Tendo em conta as características das crianças, os seus modos de recepção face ao espectáculo teatral são diferentes dos modos de recepção dos adultos. “Ir ao teatro” não é uma escolha da criança pequena, pois ela vai assistir a espectáculos levada pelo adulto, uma vez que não tem autonomia para ir sozinha. Assim, à partida, a sua motivação é diferente da motivação dos adultos. Uma boa representação teatral manifesta-se na participação das crianças, participação que pode ir desde o silêncio prolongado até à mais intensa excitação. Assim, a criança reage a um ou outro aspecto que mais lhe chama a atenção, tendo alguma dificuldade em permanecer atenta durante um longo período. O sucesso de um espectáculo teatral poderá ter a ver com a qualidade das imagens, com o ritmo da cena e com os elementos surpresa que vai possuindo, cuidadosamente articulados, de maneira a despertar a criança de corpo inteiro, a disponibilizá-la para a história, para as diferentes histórias em cena.
Os estádios de desenvolvimento da criança têm importância nos seus modos de recepção: entre os dois e os quatro/cinco anos, a percepção infantil correlaciona-se essencialmente com uma componente afectiva e o comportamento motor. A criança atenta toma consciência das acções em cena, mas percepciona-as de forma imediata e fragmentada, dando mais importância a alguns pormenores que selecciona como importantes, sem ainda ser capaz de interiorizar uma sucessão lógica das acções dos actores. Os sons, as cores e as formas em movimento parecem ser os elementos mais influentes na recepção das crianças num espectáculo teatral. Pouco a pouco, a criança vai adquirindo competências ao nível da racionalidade, da retrospecção, da análise, da síntese, do estabelecimento das relações objectivas, do espírito crítico, da compreensão dos símbolos e das abstracções inerentes ao espectáculo de teatro.
As trocas com o público são um factor a não negligenciar num espectáculo, o jogo assume-se como dimensão fundamental do teatro contemporâneo, contribuindo para tornar o espectáculo mais vivencial, tornando o teatro para a infância ainda mais exigente, pois este tem de estar estruturado de forma aberta, no sentido de integrar as manifestações expontâneas e activas das crianças espectadoras. O actor precisa, assim, de se estruturar a partir da maleabilidade, da flexibilidade corporal e mental, do rigor, de uma verdade profunda face à acção teatral. Será então necessário um trabalho específico no teatro para a infância, tendo em conta a especificidade do público “infantil”? O encenador C. Fragateiro contextualiza duas formas de articulação entre as companhias produtoras de teatro e as crianças: o “teatro de animação”, onde ainda existe uma certa autonomia do teatro em relação à escola, e o “jogo/espectáculo”, mais directamente ligado às questões da aprendizagem, com um carácter “utilitário” demasiado evidente. Na nossa modernidade existem mil e uma formas de expressão (ou ainda mais) para os escritores, para os actores, para os encenadores e nesta ordem de ideias. Haverá também mil e um modos de recepção do espectador (ou ainda mais), cada um com as suas leituras, compreensão e fruição estética? Mas pode limitar-se a criação da obra de arte, seja ao que for, como por exemplo, ao nível etário? Especificar é limitar? Esta questão da especificidade do espectáculo tendo em conta o nível etário, coloca-se principalmente quando contextualizamos o espectáculo teatral na escola, e assim, a partir do momento em que a criação teatral se aproxima da escola que “começa a surgir a necessidade de articular a sua produção com as etapas específicas da formação/aprendizagem, lançando dados, abrindo pistas, facilitando essa aprendizagem”.
O problema da recepção é amplo e complexo, pois abarca a obra teatral e o efeito da obra no espectador, implicando a cumplicidade deste. Assim, o primeiro critério a ter em conta é a definição da representação como um acto de comunicação com as crianças. À partida, temos uma especificidade relacionada com os problemas comunicativos que as crianças, enquanto destinatários da cena teatral, têm para resolver, e que são, sem dúvida, diferentes dos adultos. De facto, a criança vivencia a sua realidade transfigurando-a com a sua imaginação, e portanto, capta essa realidade de um modo específico, diferente do adulto. A criança não é um destinatário passivo da representação, é precisamente o contrário – um agente activo na construção da obra. Esta actividade produtiva relaciona-se amplamente com as estruturas imagéticas da criança, que concretiza no preenchimento dos espaços vazios, dos silêncios, criados como tal pela representação aberta e polissémica, ou seja, através de um exercício estético motivado pela acção dramática. Neste processo de recepção, a criança activa metaconhecimentos, bem como convencionalismos próprios da expressividade artística do sistema, estabelecendo correlações entre diversos signos culturais, que são, como já se viu, próprios (específicos) das culturas da infância.
Quando se representa para crianças, deve-se ter em consideração o redimensionamento do papel do receptor. Mas, se o Teatro se expressa através da Arte, ele vai além do conhecimento científico e embrenha-se nos mistérios das sensações, das emoções, dos sentimentos, que é, como se sabe, o domínio da infância.
Adília César

História "A sementinha"

sábado, 28 de abril de 2018

UM 25 DE ABRIL CONTADO ÀS CRIANÇAS


Desenho de cravos vermelhos por Maria Leonor António (6 anos de idade)

Os meus alunos têm cinco anos de idade e ainda não sabem ler. São curiosos e fazem imensas perguntas, às quais eles próprios dão rapidamente as respostas, colocando hipóteses bastante interessantes sobre fenómenos do dia-a-dia ou enigmas relativos à infância. Penso, não raras vezes, como as crianças se devem sentir incompreendidas, tendo em conta que cada criança é um mundo e cada um desses mundos remete para uma cultura própria, a chamada cultura da infância, com características peculiares. A imaginação, a tenacidade e a energia em combustão, em suma, a alegria de viver.

O 25 de Abril é um enigma para as crianças pequenas. Como explicar uma conjunctura sócio-política de uma época do século passado que culminou na Revolução dos Cravos, a qual inundou literalmente os portugueses de alegria, e cuja acção se sente até hoje em todos os quadrantes da sociedade? Todos os anos, como Educadora de Infância, chegada à véspera do feriado histórico, tenho o mesmo problema.

Tenho a intuição e o conhecimento de que é possível falar de “tudo” com as crianças, devendo essa aprendizagem, no entanto, ser abordada de uma forma adequada. Lembrei-me então das fábulas, aquelas lindas histórias onde os animais falam e nos dão sábias lições de vida, em que a dimensão dos valores atinge uma importância crucial na narrativa.

E se a conversa de hoje fosse assim em jeito de fábula?

“Era uma vez um denso e escuro lago de água doce onde viviam muitos peixes, de todos os tamanhos e de diversas cores e feitios. Eram peixes sossegados e tristes. O chefe dos peixes era o maior de todos. Vivia rodeado de um exército de peixes venenosos que faziam tudo o que o presidente mandava. Este exército não deixava os outros peixes fazerem nada como brincar, cantar, dançar, passear, nem sequer falar sobre essa falta de liberdade que tanto os afligia. Era um exército grande, forte e mau. E quando algum peixe mais corajoso falava alto sobre o problema, era preso numa gruta escura no fundo do lago e nunca mais ninguém o via.

Mas os peixes estavam decididos a resolver a sua situação. Conversaram uns com os outros, muito baixinho, para os peixes venenosos não os ouvirem, e decidiram fazer uma Revolução dos Cravos, usando como armas as lindas flores que tinham visto plantadas nas margens do lago. Com esses cravos, os peixes atacaram o exército, fazendo muitas cócegas em todas as barbatanas dos peixes venenosos, até que estes não conseguirem parar de rir.

Os peixes venenosos gostaram tanto da sensação de alegria que convidaram todos os outros peixinhos para fazerem um baile: brincaram, cantaram, dançaram. Isto aconteceu num dia 25 de Abril, há muitos anos, mas todos os peixes se lembram bem desta data maravilhosa, que trouxe coisas boas para todos.

A partir desse dia, os dois grupos de peixes ficaram amigos, dando longos passeios e conversando sobre as suas vidas. Todos juntos, decidiam o que fazer para tornar aquele lago um bom lugar para viver, um paraíso. O chefe dos peixes não gostou da mudança que aconteceu no seu lago, o qual se tornou mais leve e cristalino, mas com o tempo, concordou que era muito mais justo e divertido viverem todos em liberdade.

E todos os anos, no dia 25 de Abril, os peixes fazem uma grande festa: cantam, dançam e fazem cócegas uns aos outros com as pétalas dos cravos vermelhos que crescem nas bermas do lago.”
AC


(Crónica publicada hoje, 27 de Abril, no Algarve Informativo nº 153)

terça-feira, 24 de abril de 2018

Gosto de flores | Canções Infantis

Esta bonita canção vai ser cantada pelo grupo das crianças mais novas na Gala dos Versos Pequeninos, a realizar-se no dia 5 de maio, pelas 15 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Faro. Estão todos convidados!

sexta-feira, 2 de março de 2018

O balão do João - Vídeo Infantil

A canção "O Balão do João" faz parte do reportório musical para a infância desde o século passado. Possui grande potencialidade pedagógica principalmente por dois motivos:

1 - Exploração de rimas

2 - Diversificação de duas emoções opostas (triste e contente)

Esta versão é a versão karaoke, o que permite à criança ir visualizando a imagem e a palavra em consonância com o som.

Rimas - Gosto de rimar

Todos os Patinhos sabem bem nadar - música infantil

O jogo poético de George Brecht

Os artistas que mais usaram o jogo podem dar-nos uma ideia do que seria um jogo poético. 
George Brecht, do Fluxus lembra-nos que podemos pensar de maneira poética utilizando dados:



Pode saber mais aqui

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Amendoeiras em Flor e Canção

Esta versão da Lenda das Amendoeiras em Flor é uma das mais belas, principalmente devido às imagens, realizadas com a técnica do recorte e colagens de papéis pintados:


O vídeo foi realizado a partir deste livro:

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Biblioteca Pequenina

Como alternativa para o incentivo à leitura, algumas bibliotecas e prefeituras, como a de Nova York, criaram pequenas bibliotecas gratuitas nos espaços urbanos, como parques, pontos de ônibus e telefones públicos. 

A ideia é simples: estantes de livros adaptadas aos espaços públicos, convidando transeuntes a levarem um livro. 

Projeto Pequena Biblioteca Gratuita de Madison, Wisconsin é um dos mais bem sucedidos. 


A ideia é boa e pode ser uma forma de atingir a comunidade através do conhecimento e da informação.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Pinóquio - Historia completa - Desenho animado infantil com Os Amiguinhos

O Desenvolvimento Pessoal e Social da criança também acontece através da descoberta lúdica de histórias com possibilidades psicológicas. A história do Pinóquio explora a mentira e as suas consequências.






sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

LINDO MONSTRO de António Torrado



LINDO MONSTRO

Não sou assim tão feio, disse o monstro,
A ver-se ao espelho.
Dos olhos, o do meio, ora azul, ora vermelho
e pestanudo, dá-me um ar singular,
Tal como a tromba a badalar
e o pontiagudo dente
que não sei disfarçar
de tão evidente, saliente
ao sorrir e ao falar
e que, por ser maior, coisa pouca,
me alarga de mais o canto da boca.

Mas há pior, mais feios,
feios, de uma fealdade louca
cheios de verrugas
que nem tartarugas.
Monstros a valer.

Feios, feios, feios
Que mais não podem ser.
Feio, eu? Cabeçudo? Façadunho? Orelhudo?
Ora. Paleio.
O que eu tenho é um mau parecer.

(in "Poesia para todo o ano", 2013, Porto Editora)

Poema do ratinho Frederico




Num velho prado onde as vacas e os cavalos pastavam e corriam havia um velho muro de pedra. Nesse muro vivia uma família de ratos tagarelas. Perto do muro havia um estábulo e um celeiro que os agricultores abandonaram deixando o celeiro vazio. Como se estava a aproximar o Inverno os ratinhos começaram a trabalhar imenso para armazenar comida. Todos carregavam milho, nozes, trigo e palha. Todos menos um, o Frederico. Os outros ratos perguntavam ao Frederico porque é que ele não trabalhava. Ele respondeu-lhes que estava a apanhar raios de sol, a recolher cores e palavras para os dias frios e sombrios de Inverno, porque os dias são muito longos e poderiam ficar sem nada para dizer. Então lembraram-se das coisas que o Frederico tinha feito e pediram-lhe para ele mostrar o que tinha armazenado. Frederico com voz tímida começou a dizer um poema sobre as quatro estações do ano. Afinal Frederico era um poeta! 


Poema do ratinho Frederico:

Quem sopra os flocos de neve?
Quem derrete o gelo frio?
Quem põe o tempo sombrio?
Quem o faz outra vez alegre?
Quem dá quatro folhas ao trevo e muitas mais à árvore nua?
Quem apaga a luz do dia?
Quem acende no céu na lua?

Quatro ratinhos do campo dó-ré-mi-fá-sol-lá-si.
Quatro ratinhos do campo... falam de mim e de ti.

O ratinho da Primavera acorda todas as flores.
E depois, o do Verão pinta-as de todas as cores.
O rato-Outono trás nozes e folhas amareladas.
O do Inverno é o último e vem com as patinhas geladas.

As estações são quatro, cada uma tem o seu momento.
Variam, temos muita sorte, fazem passar o tempo.

(in "Frederico" de Leo Lionni)


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

BALADA DA NEVE - Augusto Gil

BALADA DA NEVE

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil, 1909

Um livro belíssimo, editado pela Alêtheia Editores, S.A. e Pingo Doce, com ilustrações de Joana Franco:



ADIVINHA - O VENTO

As adivinhas são ótimos textos misteriosos para desenvolver competências cognitivas e linguísticas.


Eu corro, não tenho pernas.

Assobio, não tenho boca.

Nunca ninguém me viu

e tenho bastante força!


(solução: o vento)


27 cuadros de Van Gogh con música de Beethoven HD

Imagens de 27 obras de Van Gogh para mostrar às crianças, com música.
Observar e escutar:

Arte para bebés e crianças | Obras-primas famosas com o Pequeno Vinnie d...

Vincent Van Gogh e o Impressionismo para os mais novos:




Filme infantil - A água é um mundo fantástico

A água, bem essencial à nossa vida. Um tema de enormes potencialidades. Este vídeo é um boa estratégia para iniciar as crianças em relação a um vocabulário mais específico.



terça-feira, 30 de janeiro de 2018

VELHO VELHO VELHO

"VELHO VELHO VELHO" - Autor desconhecido


      Velho, velho, velho       
Chegou o Inverno.
Vem de sobretudo,
Vem de cachecol, 
O chão por onde passa
Parece um lençol.

Esqueceu as luvas
Perto do fogão,
Quando as procurou,
Roubara-as o cão.

Com medo do frio,
Encostou-se a nós:
Dai-lhe café quente,
Senão perde a voz.

Velho, velho, velho
Chegou o Inverno!

Velho, velho, velho
Chegou o Inverno!


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

VAN GOGH, ANIMAÇÃO DO PINTOR EM 3 D BY ALEX PERRY


Vincent Van Gogh - "Os Girassóis" e "Noite Estrelada"

Vincent Van Gogh foi o artista escolhido para mostrar às crianças a diferença entre as cores quentes e as cores frias, através das obras "Os Girassóis" e "Noite Estrelada":


"Os Girassóis" - Cores quentes


"Noite Estrelada" - Cores frias

Alguns factos sobre Vincent Van Gogh, num texto informativo com ilustrações animadas (gifs):

https://alynecastro.wordpress.com/2016/04/06/10-fatos-que-voce-deve-saber-sobre-vicent-van-gogh/

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

SONHO DE NEVE de Eric Carle

A exploração do tema INVERNO teve o seu início com a história SONHO DE NEVE, da autoria de Eric Carle, um dos meus autores preferidos. 

“SONHO DE NEVE” é uma história invernosa e natalícia que se destaca logo à partida pela própria edição do livro: a capa acetinada contrasta com a rugosidade dos fragmentos têxteis nela colados, a imitar flocos de neve; entre as páginas do miolo vão-se também intercalando folhas de acetato, adornadas com manchas de cor branca, e que se sobrepõem às ilustrações, qual mantos de neve, cobrindo não só o agricultor, o protagonista da história, como também os seus animais domésticos. De salientar ainda é a intensidade das próprias ilustrações, bem ao estilo de Eric Carle: collages em papel pintado, texturas e vistoso colorido. No final, o livro incorpora um mecanismo que faz soar uma melodia, quando o leitor é convidado a tocar-lhe.

Texto e ilustrações de ERIC CARLE; Tradução de ANA M. NORONHA

Texto inicial da história: 

«Numa pequena quinta vivia um agricultor. Ele tinha tão poucos animais que até os conseguia contar pelos dedos de uma mão. Então, o agricultor chamou aos seus animais Um, Dois, Três, Quatro e Cinco. Atrás do celeiro havia uma pequena árvore. O agricultor chamou-lhe Árvore...» 

link para o slideshare da história:



Eric Carle (Siracusa, Nova Iorque, 1929) 

Autor de mais de 70 livros, começou a ilustrar em 1967, depois de muitos anos como diretor de arte numa agência publicitária. Estudou na prestigiada escola de arte “Akademie der Bildenden Künste”, de Estugarda (Alemanha), país onde residiu na sua infância. Mas como sempre quis voltar para os EUA, regressou em 1952 em busca de uma oportunidade, que acabou por lhe surgir como designer gráfico no “The New York Times”. 

O primeiro livro da sua completa autoria foi 1,2,3, to the Zoo (1968), ao qual se seguiu The Very Hungry Caterpillar. 

Foi galardoado com os prémios da Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha (Itália), da Associação de Livreiros Infantis e da Associação Americana de Bibliotecas. Eric Carle disse: “Creio que a passagem de casa para a escola é o segundo maior trauma da infância; o primeiro, certamente, é nascer. Em ambos os casos trocamos um ambiente caloroso e protetor por outro desconhecido. Acredito que as crianças são criativas por natureza e capazes de aprender. Nos meus livros tento minimizar esse temor, substituí-lo por uma mensagem positiva. Quero mostrar-lhes que aprender é realmente fascinante e divertido.” 

Eric Carle

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Adivinha o quanto eu gosto de ti - As Aventuras do Lebrinha Cor de Mel -...

Ainda o Outono...

Conto Outono

O calendário diz que é Outono há já algumas semanas, mas só agora a cidade se cobriu de folhas secas e as crianças começaram a vestir roupa mais quentinha. Antes do Natal, vamos ver e ouvir bonitas histórias. 
Ainda sobre o Outono.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O Livro da Família

O Livro da Família mostra às crianças as diferentes particularidades das famílias de hoje. As ilustrações apelativas e o discurso simples torna este livro um objeto literário com grandes potencialidades pedagógicas.



Slideshare da história com as imagens a preto e branco:


Slideshare da história com imagens a cores:
https://pt.slideshare.net/Gloritcha/o-livro-da-famlia-55143026


Vídeo (sem som) da história:


terça-feira, 7 de novembro de 2017

A história da Maria Castanha

A história da Maria Castanha é um bom ponto de partida para a exploração do Magusto.

O Sr. Azulão

Livro Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, para leitura em voz alta.

O Sr. Azulão, que dormia debaixo da cama, pede ao João para dormir na cama. Mas depois não param de aparecer mais visitantes inesperados...

Chris Riddell é um dos mais conhecidos ilustradores britânicos; ganhou duas vezes a Medalha Kate Greenaway, a mais importante distinção no campo da ilustração para crianças.


sábado, 4 de novembro de 2017

"Aranha" - Poesia Visual

A poesia visual aparece apenas nos conteúdos programáticos da escolaridade obrigatória. Contudo, é possível introduzi-la no pré-escolar, apesar de ser altamente complexa, uma vez que alia uma concepção de imagem com texto, existindo, à partida, um sub-texto nem sempre fácil de entender ou similar. No entanto, há exemplos mais simples, bastante apelativos para as crianças pequenas. O primeiro poema visual que escolhi data de 1964 e é da autoria de Salette Tavares. 
Pode funcionar como lengalenga e imagem estética, sendo possível a introdução de muitas propostas diversificadas a nível de outras áreas de expressão e domínios do conhecimento.

Salette Tavares

Salette Tavares nasceu em 1922, em Moçambique, então uma colónia portuguesa, na cidade de Lourenço Marques (hoje em dia Maputo). Aos onze anos mudou-se com a sua família para Sintra, Portugal, e viveu em Lisboa até 1994, ano em que morreu aos 72 anos.

Salette Tavares

Fez o curso de Ciências Histórico-Filosóficas da Universidade de Lisboa, licenciando-se em 1948 com a tese Aproximação ao pensamento concreto de Gabriel Marcel, que seria publicada nesse mesmo ano, em Lisboa. Traduziu os Pensamentos, de Pascal, e As maravilhas do cinema, de Georges Sadoul. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer uma especialização em Estética, em França e na Itália, onde trabalhou com Mikel DufrenneÉtienne Souriau e Gillo Dorfles. Em 1964, a seguir à publicação do primeiro Caderno da Poesia Experimental (Ver: Poesia Experimental Portuguesa), edição Cadernos de Hoje, faz uma visita a Nova Iorque onde visita vários museus na companhia do seu amigo poeta Frank O'Hara, tendo estudado arquitectura moderna com Philip Johnson. Durante o auge da produção concretista portuguesa, em 1965, lecciona Estética na Sociedade Nacional de Belas Artes, e publica as lições correspondentes, sem ilustrações, na revista Brotéria. Um livro com essas mesmas lições, mas completas, intitulado “A dialética das formas”, estava composto em 1972, mas nunca foi publicado. Em 1979, teve uma retrospectiva da sua poesia visual na Galeria Quadrum, numa exposição chamada “Brincar”.
Algumas obras editadas:
  • Espelho cego(Lisboa: Ática, 1957);

  • 14 563 letras de Pedro Sete (Lisboa: Livraria Fomento de Cultura, 1965);

  • Lex icon (Lisboa: Moraes, 1971);

  • Obra poética (1957-1971) (Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1992) - com introdução de Luciana Stegagno Picchio;

  • Poesia gráfica (Lisboa: Casa Fernando Pessoa, 1995)

Vamos lá Reciclar - GOMBBY